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domingo, 31 de janeiro de 2016

Minha história, acho que agora vão acabar as críticas...

Oi, povo... o post anterior ficou desconexo, mas é porque eu estava chorando e até agora não consegui parar de chorar... dormi, tive um pesadelo e acordei chorando... sim, me deu outra crise, é duro essa vida de quem sofre de depressão... mas não foi bem por isso que eu vim aqui e sim pra contar minha história e quem sabe assim, ouvindo o relato completo, nos mínimos detalhes vocês finalmente consigam entender porque eu não gosto de crianças e me perdoem...

Eu sou a filha mais velha de um casal ainda jovem, pra idade que tenho. Eles se casaram novinhos e mesmo esperando 3 anos pra ter o primeiro bebê eles me tiveram aos 24 anos. Dizem que eu fui muito desejada, planejada e bem-vinda. Antes de mim só tiveram meus primos mais velhos com 8 e 11 anos na época.
Devido ao meu avô por parte de mãe ser muito autoritário e careta, como ela começou a namorar meu pai aos 16 anos ele queria que eles casassem logo e minha mãe fosse trabalhar cedo, tanto que ela só pôde concluir o último ano do colegial depois que eu já tinha 2 anos, mas calma, já falo disso.
Então eu nasci e era tudo fofinho, tudo bonitinho e aos 2 meses eles descobriram que eu era cega. Pra eles foi um grande susto no começo, passando de médico em médico até um deles dizer:
"Olha, pais, se conformem, a filha de vocês não vai enxergar, mas se vocês incentivarem-na, a falta de visão não vai ser um problema pra ela, ela vai poder ser feliz assim mesmo." E ele tinha razão, a falta de visão realmente não faz parte do motivo do meu sofrimento, muito pelo contrário, eu vejo possibilidades e oportunidades que talvez se enxergasse não veria.
Minha mãe então se empenhou em tentar me fazer o mais independente possível, mas exagerou na dose... assim que eu desmamei aos 5 meses de idade, segundo ela devido a muita dor de ouvido que eu tinha ela me levou pra creche que ela mesma trabalhava, mas claro que em outra sala, mesmo contra os apelos e choros da minha avó paterna pra não fazer isso com uma bebê de 5 meses. Dizem que criança muito pequenininha não lembra das coisas, não traumatiza, ledo engano, eu lembro nitidamente de como era minha vida na creche... ouvindo a voz dela pela janela da outra sala e chorando muito, querendo-a e não podia, outras crianças me tomando brinquedos, me puxando os cabelos, me mordendo e como eu não estava vendo, pra mim aquilo era um terror, eu não sabia como me defender...
Pera aí, gente, deixa eu ir ali dar uma secada nas minhas lágrimas...
ok, passei alguns meses nesse sofrimento, mas haviam algumas tias que me consolavam quando eu começava a chorar desesperada sem nem entender o que me acontecia.
Porém quando eu tinha 1 ano de idade entrou uma vaca lá que era a típica carrasca de creche, que judiava sutilmente das crianças e eu sabia que principalmente de mim... ela me deixava todos os dias meia hora de castigo sentada em um penico, até que minha perna ficasse dolorida e rocha e eu não chorava, só ficava lá, morrendo de medo daquela mulher que tinha uma voz grossa e assustadora... por isso eu gosto de usar fraldas, peguei trauma de penicos e por mim, quando eu estivesse no modo bebê eu não usaria o banheiro de forma nenhuma, nem pra 1, nem pra 2.
Enfim, minha mãe descobriu através de uma amiga dela que essa maldita estava me judiando e me tirou da creche, mas aí o trauma já tinha se gravado em minha memória de menos de 2 anos de idade. Então ela me levou pra estimulação precoce que tinha pra cegos até 5 anos na época. Mas ela fazia assim, me levava lá, eu fazia a aula, terminava, ela me largava no portão no colo da minha tia e voltava pra creche.
Ruando eu pedia por ela, minhas tias que nunca tiveram muita paciência com criança chorando me mandavam calar a boca e me davam um brinquedo pra brincar.
Aos 5 anos eu fui pra escola regular e já tinha problemas, não queria ir, como era de manhã eu sempre queria ficar em casa com minha chupeta e meu cheirinho. (Sim, eu usei chupeta, cheirinho e mamei até os 8 anos de idade)
Aos meus 6 anos nasceu meu primo e mais uma vez, eu fui deixada de lado. Elas diziam que eu era menor que ele, que tinha que dar o exemplo e ele podia fazer tudo que queria. nessa época, sempre que minha mãe ia trabalhar eu implorava a ela que não fosse, que ficasse comigo, mas nem sempre ela fazia e ainda por cima chegava em casa a tarde falando de como tinha sido o dia dela na creche e o que os catarrentos dela fizeram de bonitinho.
De vez em quando eu ia pra creche com ela pra ficar mais perto, mas não adiantava muito, porque o cheiro de berçário, os bebês sendo cuidados me remetiam de volta ao tempo citado lá atrás e eu me encolhia num canto e chorava, mas como sempre, ela achava que era manha.
9 anos, nasceu minha irmã. Não foi ruim porque ela fui eu que pedi, me sentia sozinha e queria uma companheirinha e eu devo agradecer a Deus por ela, pois mesmo estando na fase adolescente ela me ajuda muito...
Mas aí eu já pegava algumas fraldas dela com a desculpa de que era pras bonecas e à noite, quando estava todo mundo dormindo eu ia lá e colocava em mim, mas não fazia nada, era só pra ter a sensação.
Outros primos vieram e com eles o desejo aumentava e como eu já estava crescendo, começava a me sentir uma aberração.
Sempre que esses pensamentos vinham eu tentava afastar, achava que não era possível uma adolescente, adulta, depende da idade que eu tinha na época, querer usar fraldas e ser bebê.
A gota d'água mesmo foi quando veio meu primo que hoje está com 5 anos. Meu pai não teve um filho homem, então por isso acabou idolatrando o sobrinho. Tudo era ele, tudo pra ele, assim como é agora pra afilhada mais novinha deles.
Mas um dia a gente ia pro sítio do nosso amigo que já citei aqui no blog e adivinhem? Eles quiseram levar o pirralho junto. Ele só tinha 1 ano na época, estava começando a aprender as coisas e não dava paz pra ninguém, tanto é que enquanto todos ficavam correndo atrás dele e babando, eu fiquei largada no sofá deitada e eventualmente recebendo um pouco de comida ou um copo de refrigerante...
No dia seguinte a aquele foi o aniversário de outra priminha que não temos muito contato. Aí eu explodi... a essas alturas meus nervos já estavam à flor da pele e assim que cheguei em casa, liguei meu computador, (santa internet, santo google...) e pesquisei: "Pessoas adultas que gostam de usar fralda e serem tratados como bebê" e o final vocês já sabem, né? Bom, não vai ser nesse post que vou contar como foi a primeira fralda, a primeira chupeta e etc porque eu estou passando mal, gente...
até peço desculpas pois nem vou editar esse post, vai estar cheio de errinhos, mas dá pra entender, o principal eu consegui passar... hoje eu só quero ser uma bebezinha... agora vou lá que estou com dor de cabeça e acho que um pouco febril...
Fui!

Desabafo entre lágrimas e soluços, perdoem os erros

Oi, pessoal, estou de volta aqui pra fazer mais um desabafo...
Eu acredito no direito de gostar e não gostar de qualquer coisa que seja, mas não entendo porque algumas coisas são motivos pra quererem nos linchar, nos apedrejar vivos só pelo fato de não apreciarnos. Por exemplo, eu não gosto de cachorros, teyho fobia deles por causa do trauma, mas Deus me livre de mau tratar algum cachorrinho. Sei que eles são criaturas de Deus e sou completamente contra maus tratos a esses pobres bichinhos. A única coisa é que não gosto deles perto de mim.
Só que se eu explicar isso pras pessoas elas entendem a questão da fobia e tals. Mas agora tem um outro tipo de criatura de Deus que eu também não consigo apreciar devido a traumas de infância também, que são as crianças. Como já falei várias vezes aqui, minha mãe me trocou por bebês a vida inteira, trabalhava a semana inteira, o dia inteiro em creche cuidando de filhos dos outros e me deixava com minhas tias.
Depois vieram meus primos e eu tinha que aguentar elas jogando na minha cara que eu era maior que eles, que eles eram os bebês e eu tinha que dar o exemplo... isso dói até hoje, tanto que não consigo chegar perto de bebês de verdade, me faz mau, só que assim como os cachorros, eu não sou a favor de maus tratos a crianças.
Mas muita gente quando sabe de uma coisa dessas já começa a falar:
"Você é doente, váá se tratar, onde já se viu não gostar de crianças?" Eu sofro muito por causa disso, queria toda a atenção que eles recebem.
Meus pais babam em criança até hoje... a mais nova agora é a afilhada deles de 7 meses e um dia eles saíram 8 horas da noite pra ir ao shopping só pra comprar um presente pra ela... mas se fosse eu que pedisse pra ir no shopping essa hora, capaz que eles iriam...

Enfim, só queria dizer que eu não aguento mais ser julgada... quer dizer então que eu não vou pro céu só porque não consigo pegar um bebezinho no colo que eu fico nervosa? 
Não sou uma Ana Carolina Jatobá da vida que mata crianças... seus filhinhos não correm perigo na minha mão...

Bom, o post ficou desconexo, mas é porque eu estou chorando muito ao escrever...
injustiça essa de se não gostarmos de algum animal não sermos julgados, agora é só falar que não gostamos de criança que se alguém pudesse, vinha aqui e falava: "Dá a mãozinha que vou te jogar aali no inferno, vem?"

Enfim, fui...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Um dos motivos para alguém se tornar infantilista

Olá de novo, seres! Estou de volta e dessa vez prometo que não vou casquear! Será? Kkkkkkkk
Bem, quero agora falar de um dos motivos que pode levar alguém a se tornar infantilista quando adulto.
De repente você tem um filho ou um sobrinho entre 4-6 anos de idade e nasce outro membro na família.
Muitas vezes o mais velho vai ficar com ciúmes, mesmo que pareça não demonstrar, mesmo que brinque eventualmente com o pequeno, mas ninguém pode dizer o que está se passando pela cabeça da criança.
Vou dar um exemplo: tenho um primo de 5 anos e há 7 meses nasceu a filha de um dos meus primos mais velhos e desde então o anterior citado mudou seu comportamento. Ele brinca com a bebê e tudo o mais, só que faz coisas pra querer chamar a atenção, como bater portas, não querer comer sozinho e etc.
Minha família pode pensar que é só pra irritar, mas eu como adult baby posso dizer quase que exatamente o que ele pensa...
"Poxa, essa pirralha pode tudo e eu não, isso dói!" Aconteceu comigo também... minha família sempre cometeu o erro de fazer comparações idiotas...
Eu fui a bebezinha da família até os 6 anos e depois veio o chato do meu primo que agora está com 19 e eu confesso que tenho raivinha dele até hoje... kkkkkkk
Até hoje roda na minha cabeça o filme do pessoal aqui falando: "Ai, o fulano vai comer sozinho antes de você, ai, se você não se comportar vou levar só ele pra tal lugar..."
gente, não tem coisa mais irritante! Depois reclamam de pessoas manipuladoras... e isso aí é o que? Eles fazem igualzinho com meu primo de 5 anos... é que seria a coisa mais ridícula do mundo se eu demonstrasse, mas eu também não sou chegada na filha do meu primo mais velho não...
é lógico que eu sei que ela não tem culpa, mas não gosto, fazer o que? A final eu tenho no fundo as mesmas vontades que ela, só que sou uma baby mais novinha kkkkkkk
a mommy diz que eu sou a bebezinha de 4 meses dela porque eu não saio do colo e não faço bagunça... nem gosto...
mas enfim, eu vou ser linchada, mas dane-se. Não gosto de bebês de verdade por causa da atenção que eles recebem, tenho ciúme sim... já ia me esquecendo de contar que minha mãe trabalhou em creche, mais precisamente no berçário até os meus 12 anos de idade e e não tinha coisa mais ridícula e maçante do que ficar ouvindo ela dizendo: "Ai, o fulaninho fez isso, o outro fez aquilo..." Uuuuuuuuuuuiiiiiiii!
Isso é terrível!
Por isso foi a gota d'água quando aquela nojenta da minha mommy anterior arrumou um baby pelas minhas costas. Poxa, eu já tive que dividir coisas com criança a vida inteira aí ela vem e faz isso? Mas ainda bem que eu já meti-lhe o pé na bunda e não me arrependo...
mas no dia que eu brinquei com a mommy lá na casa do amigo nosso a gente conversou sobre isso.

"Mamãe, eu já tive uma outra mamãe muito feia..."
"É mesmo? E a mamãe é bonita?"
"Eu acho..."
"Mas o que que a outra mamãe fez pra neném que ela acha feio?"
"Ela arrumou outro bebê escondido de mim e se fez de boba..."
"Poxa vida que chato né? Mas a mamãe não vai fazer isso não, ta bom? você que é a bebezinha da mãe."

Ai gente, eu chego a ficar emocionada de lembrar desse dia... teve mais coisinhas, mas essas só a gente entende kkkkkkk
Bom, acho que deu, né? Ta aí um dos motivos que eu acho que meu primo tem motivos pra ser um infantilista em potencial quando crescer...
Mas eu vou ficando por aqui, beijos a todos e como não podia deixar de ser,
mommy, baby ama.