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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Mais uma da coisa que eu sou obrigada a chamar de mãe...

Oi gente... hoje estou arrasada, nem vou me alongar muito... pode ter certeza que vem uma crise de depressão feia por aí...
Estava tudo certo pra mommy vir pra cá esse fim de semana, por causa do passeio que a gente ia ter, mas esse passeio infelizmente foi adiado mais uma vez... mas mesmo assim, queríamos passar o fim de semana juntas, estávamos muito empolgadas, mas eis que no meio da tarde, a megera que eu chamo de mãe resolveu reclamar: "Por que não fala pra sua amiga deixar pra vir quando tiver o passeio? nós estamos sem dinheiro pra receber visitas, temos que comprar mistura e bla bla bla"
Só que estaria tudo bem se não fosse um detalhe: minha mãe libera pra minha irmã e os amiguinhos dela quase todo fim de semana fazerem festinha aqui em casa com direito a bebida, fumar aquele tal de narguile nojento e ficar a madrugada inteira fazendo barulho e eu tenho que me contentar em me trancar no meu quarto que não abafa som nenhum e ficar sem dar um pio.
Aí eu não achei justo, queria direitos iguais, tudo bem que não teríamos o passeio, mas pelo menos eu passaria um final de semana interessante com minha amiga aqui em casa, mas a bruxa tratou de fazer um carnaval.
Aí eu só me lembro que surtei e falei: "Pra amiguinha da tua filha você libera, você tira as calças pra dar pra ela, né? agora a cega aqui que se tranque no quarto e fique quieta..." sim, minha mãe por mais que fale que não, faz uma diferença enorme entre mim e minha irmã menor.
Aí ela começou a falar "Ai, coitadinha da cega... vá prcurar o que fazer" e me xingar um monte, até de encosto ela me chamou e falou que poderia ter feito um aborto.
Gente, isso é coisa que uma mãe fale pra uma filha? Que eu saiba eu não tenho culpa de ter nascido cega.
Acabou que eu contei pro daddy e ele acabou contando pra mommy e ficamos as duas muito chateadas... até presentinho pra mim ela já tinha comprado... teríamos o primeiro final de semana oficial de mommy e baby que foi impedido por essa bruxa que eu sou obrigada a chamar de mãe... agora a mommy não vai mais vir aqui e eu mais uma vez estou me sentindo sozinha e deprimida... preciso demais de um abraço, um carinho, porque aqui nessa casa eu não tenho nenhum... minha dor é tão grande que eu sinto vontade de tomar meus antidepressivos todos de uma vez pra ver se durmo e não acordo mais, mas eu sei que isso não vai acontecer, porque o tipo de remédio que eu tomo não mata...
só sei dizer que é duro ser culpado de algo que não temos culpa pela pessoa que mais deveria nos amar...
agora a megera saiu com minha irmã e a nojenta da filhinha adotiva dela que se ela pudesse, me trocaria por ela... pra essas coisas ela tem dinheiro...

Bom, gente, eu fui...

sábado, 13 de fevereiro de 2016

O amor e a saudade que sentimos de nossos amados

Faaala galera! fiquei uns dias sem postar porque estava meio sem ideias e esses dias foram meio corridinhos... ontem tive o aniversário de um amigo e antes estava trabalhando com algumas montagens... (de vez em quando faço algumas produções de áudio pra passar o tempo... fiz uma pra mommy esses dias que queria dizer baby ama na linguagem de um bebê de 4 meses).
E por falar em baby ama, o post é sobre isso. muitos não entendem o quanto nós abs podemo-nos apegar a nossos cuidadores. Se der a liga, como eu costumava dizer antes, o apego é tão grande que quando eles estão longe é uma saudade que dói. Sentimos a falta deles como se fosse de algum familiar de verdade ou alguém que se ama muito. Confesso que nem quando minha mãe biológica viaja eu sinto tanta falta dela como sinto da mommy... se eu não falar com ela um pouquinho que seja meu dia parece não ter graça. Meu pai muito menos... nunca entrei em muitos detalhes de como é a minha relação com ele, mas a verdade é que nunca nos demos muito bem, ele foi alcoólatra até os meus 24 anos e nessa época, a única coisa que ele não fazia era bater, nunca foi agressivo.
Mas de resto sempre foi muito ignorante, nos tratava com muita grosseria e não era nada carinhoso. Lembro que quando eu chegava perto dele pra tentar fazer um agrado ele já dizia: "Que é, garota, não tenho dinheiro!"
Isso e outras coisas mais que ele fazia, nunca me bateu fisicamente, mas me causou mágoas profundas que me deixaram feridas na alma que dóem mais que tapas...
Até hoje ele me trata meio grosseiro, mas nem ligo mais, tenho que me acostumar, o que posso fazer?
Ele é do tipo que não pode ver ninguém chorando que já manda calar a boca.
Uma pessoa cheia de sentimentalismo como eu não dá certo com alguém assim e eu sou muito de carinho físico, como já expliquei aqui no blog. Quando gosto de alguém como amigo, seja homem ou mulher, trato com o mesmo carinho, sem maldade nenhuma... a maldade está nas pessoas que vêem... têm momentos em que eu me culpo por esse excesso de carência, mas acho que todo bebê deve ser assim, precisa do carinho do pai, da mãe, no meu caso, do daddy e da mommy.
Pelo menos eu sou assim, sinto uma saudade muito forte da mommy, fico triste quando não ouço a voz dela... pra mim ela tem a voz de um anjo...
nunca pensei que pudesse amar uma mommy assim como eu amo essa... da vez anterior eu achava que era fria, fazia tudo errado, mas não é, acho que a pessoa precisa fazer por merecer ser amada e eu não canso de dizer...
mommy, baby ama... e daddy, mesmo que você fique um pouco sem jeito, baby tbm te ama...

E com essa eu fui!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Um pouco da minha relação com minha mãe biológica

Boa madrugada, pessoal! Sim, estou escrevendo de madrugada, porque sim e é isso que importa kkkkkkk.
Tudo bem, gente?

Bom, vamos parar de forofofó (que palavra é essa?) kkkkkkk e falar do que interessa!
Hoje eu não estava em um dia muito bom, minha mãe está passando por uma recuperação de cirurgia delicada, mas esse não é o problema, mas é que ela tem se aproveitado disso. Passa o tempo todo dando ordens pra mim e pra minha irmã menor só pra mostrar que manda... mas na verdade tem muita coisa que ela já está conseguindo fazer, só não faz por pura sem-vergonhice mesmo.
Meu relacionamento com minha mãe sempre foi muito complicado, quando eu era menor ela me deixava na escola ou com tias pra ir trabalhar na creche e eu sofro até hoje por esse motivo... depois fui crescendo e numa maneira equivocada de tentar recuperar o tempo perdido ela quis me superproteger, mas eu lutei contra isso. Confesso que tem coisas que ainda não gosto de fazer, mas é porque de certa forma, mesmo com raiva, inconscientemente eu quero a atenção que ela não me deu no passado...
isso pode ser julgado como errado, mas pra uma filha que foi tratada com ausência, rigidez e distância ta valendo... além de não me dar muita bola, minha mãe era muito crítica com relação às coisas que eu fazia, por exemplo, na questão mobilidade, quando eu ainda estava fazendo a aula e errava alguma coisa ela me chamava de burra, incompetente e dizia que eu nunca ia aprender a andar assim... isso me deu uma caída de auto-estima... tudo que faço acho que está errado e cobro demais de mim mesma, sempre acho que as pessoas vão me julgar, não vou ser aceita e outras coisinhas mais...
"Já fez terapia?" Sim, mas não resolveu... não gostaria de falar disso...
Enfim, além de tudo isso ela tratava meus sentimentos com muita frieza, tipo: minha primeira decepção amorosa foi aos 18 anos. Meio tarde, né? mas depois ainda vou fazer um post só pra falar de mim x relacionamentos...
Mas quando aconteceu, como toda primeira decepção, foi um susto e eu chorei, sofri muito. Hoje entendo que não é o fim do mundo, mas na época, em vez de ela me confortar, não me deu sequer um abraço... lembro que fui abraçá-la e ela se soltou dizendo:
"Pare de escândalo, garota... isso não áé o fim do mundo, logo passa e você arruma outro..." Estou chorando aqui agora ao escrever esse post só de lembrar disso...
Contei esse caso porque esses dias eu estava assistindo a malhação temporada de 2001 e em um dos episódios uma garotinha de 11 anos estava sofrendo sua primeira decepção amorosa, mas a mãe a pegou no colo, confortou da maneira adequada pra uma criança e ficou tudo bem... 
Malhação é só uma novela e se a vida real fosse como a ficção talvez a gente não sofresse tanto, mas eu senti uma certa inveja dessa garotinha porque se fosse comigo a pedra< de gelo da minha mãe ia mais era rir da minha cara, isso sim, sarcástica do jeito que é...
e eu sou extremamente sensível, sim, gostaria de ganhar colo até se machucasse o dedinho... bebê, né? Só a mommy que entende isso... eu fico manhosa até quando fico cansada de andar.
Aquele dia mesmo no primeiro post que eu fiz, contei que tinha me cansado muito e por consequência a carência aumentou e eu não precisei dizer nada, a mommy já entendeu, porque eu e ela temos uma ligação de Alma... ela foi o anjo que Deus me mandou na terra...
mas enfim, muitos julgam esse tipo de sensibilidade... a única coisa que faço é tentar não exigir demais da coitada da mommy que tem o trabalho dela e agora está estudando pra um concurso... mas eu gosto de ganhar atenção das pessoas que eu gosto, (ficou repetitivo, mas não tinha outra palavra.) Só que  não sou aquele tipo de pessoa que se vê no meio infantilista que eu chamo carinhosamente de "Atention wore" porque fazem absurdos pra chamar a atenção de geral, se pagando de coisas fofinhas que não são. 
Minha forma de chamar a atenção é com meus amigos mesmo, conversando com eles, pedindo carinho, (sou muito expressiva nessa área, gosto muito de toque, mas sem malícia nenhuma.) seja homem ou mulher, se eu gostar muito eu sou assim mesmo, mas isso é julgado de más formas, né? A sociedade preconceituosa acha que é coisa de... aff, nem vou falar... essa minha carência de carinho já me levou a fazer coisas que hoje eu não faria nem que me pagassem... prometo que o próximo post vou contar um pouco dos meus relacionamentos.

Bom, já falei demais, já chorei muito, agora vou lá fazer uma mamadeira de leite com Nescau pra ver se o soninho vem e imaginar que estou deitadinha no colinho da minha amada mommy...
Vou fazer uma coisa que eu fazia na época do meu outro blog, deixar uma musiquinha no final do post e essa é uma que eu amo, do Trem da Alegria e ofereço ela especialmente pra mommy e pra quem mais gostar deles...

fui!!!!